Alessandra, 25 anos bem aproveitados, carioca da gema, secretária, muito bem casada com Thiago,
analista de sistemas,
bem humorado e maravilhoso pai da nossa charmosa filha Maria Eduarda.

Maria Eduarda, 2 anos e alguns meses, apaga as velinhas no dia 04/12,
adoravelmente linda e carinhosa, a bebê de pernas mais gostosas do universo!
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RECORDAR É VIVER...
Estava aqui mexendo nuns cds de fotos e me deu uma saudade do tempo q a Madu era bem bebê, toda fofa, cheia de dobrinhas, aiii q gostosura. Achei cada fotinho linda, q só me fizeram ver (mais uma vez) o qto o tempo passa rápido demais e chega a ser cruel com nós mães q muitas vezes pensamos em como faze-lo andar um pouco mais devagar, para curtimos esses pequeninos.
É impressionante como ontem mesmo a Maria Eduarda nasceu e hj ela já vai completar 3 anos da mais linda e amada vida. É... passou voando...
O dia em que ela nasceu, eu fui pega de surpresa. Estava fazendo compras de mês, já q imaginava q ela nasceria em breve e queria deixar tudo no esquema em casa. Doce ilusão... Saí para o supermercado totalmente despreparada na companhia da minha tia, q se ofereceu para ajudar, já q eu estava com uma barriga imensa e muito cansada. Era uma quinta-feira, estava um calor de lascar e eu fui ao supermercado de short e blusinha de alça. Qdo estava enxendo o terceiro carrinho para então ir pagar, senti uma forte dor "lombar" e naquele momento eu tive a certeza de q a Maria Eduarda ia chegar. Me sentei num banco q nem sei quem me arrumou, minha tia ficou extremamente nervosa, começou a ligar pra todo mundo e qdo senti a dor aliviar fomos até a rua (sim, largamos os carrinhos TODOS lá!) e pegamos um táxi. Liguei na hora pro Thiago, ele entrou em contato com a minha médica e qdo cheguei no hospital eu ainda não acreditava no q estava acontecendo. Durante toda minha gravidez, eu pensei muito no momento da minha cesárea - não podia ter parto normal - e ainda mais em como seria a anestesia, coisa q eu tinha pânico!
Cheguei ao hospital e não demorou pro Thiago chegar. Com ele estavam meus sogros. Minhas dores só aumentavam, aquilo parecia não ter fim. Eu pedia em prantos à médica de plantão para q ela ligasse rapidamente pro celular da minha médica pq eu não estava suportando tanta dor, eu queria q acabasse logo. Ela conversava comigo e dizia: "Fica calma, ela já está a caminho". Qdo eu vi a minha médica eu senti uma segurança inexplicável. Ela conversou um pouco comigo, em seguida veio o anestesista e tb conversou comigo, me explicou tudo, como seria, o q aconteceria, como eu me sentiria. E não demorou muito, eu estava no centro cirúrgico. Eu tremia muito, nossa, nunca senti nada igual. Era uma mistura de coisas, de sentimentos, eu tinha medo e não tinha, eu estava segura e insegura, eu sentia uma alegria imensa mas ao mesmo tempo aquela dor e aqueles pensamentos - será q vai dar td certo? - me angustiavam prá valer. Eu deitei, aplicaram a anestesia e minutos depois eu escutei aquele chorinho lindo, emocionante, comovente. Colocaram ela pertinho de mim, eu senti seu cheiro, olhei assustada e muito emocionada e me lembro q pedi a Pediatra q contasse od dedinhos dela, rs. Não sei se ela me achou louca. Mas eu não estava muito interessada no q achariam de mim, eu queria saber da minha filha, do meu pitoquinho q estava ali, chorando, vermelhinha e q parecia ter findado todas as minhas dúvidas e medos.
Depois desse momento eu dei uma apagada. Acho q me deram algo e eu dormi. Acordei qdo estava saindo do centro cirúrgico e logo vi o Thiago q me olhava com os olhos brilhando, um sorriso q nunca tinha visto maior no rosto dele. Dali fui pro quarto e minha mãe, avó e tia, assim como meus sogros e uma amiga da minha mãe, foram falar comigo. Daquele dia em diante, eu tinha certeza, era o começo de uma nova vida.
Eu fui prá casa dois dias depois, dias q em um hospital pareciam não passar. Eu estava muito tranquila pois confiava muito na equipe q estava me assistindo, mas nada como a casa da gente. Lembro-me bem do sábado q cheguei em casa, eram umas 11:30 da manhã, meus sogros foram me buscar com a minha - inseparável - tia, pois o Thiago estava fazendo prova na faculdade e não dava tempo dele chegar lá. Eu estava ansiosa para ir prá casa. Antes da alta a médica pediu q eu tentasse amamentar a Maria Eduarda, o q foi um desastre pq eu estava com uma vergonha imensa dos "homens presentes" e prá piorar ela berrava muito, o q me deixou nervossíma. Não consegui, fui prá casa após a médica dar o leite do hospital, como ela estava tomando desde q nasceu, pois meu leite não descia. Eu me lembro perfeitamente da hora q cheguei em casa, havia uma panela de salsichas q eu tinha feito antes de ir ao supermercado (ecaaaa) em cima do fogão e qdo minha tia abriu a panela, afe, o cheiro de podre tomou conta da casa, rs. Foi tudo pro lixo, até a panela, pq ninguém merece lavar panela podre, rs.
Os dias foram passando, era tudo muito novo e até mesmo eu me assustava com tanta gente na minha casa, tanta conversa, tantos palpites. Eu sempre amei receber visitas, mas naquele momento eu sonhava com o dia q as pessoas iam "enjoar" de ver aquele bebê e iam sumir e deixar eu e Thiago curtindo aquele momento. Parece ser egoísta, mas quem conhece nossas famílias sabe bem do q estou falando: duas famílias GIGANTES! E todos quase sempre, resolviam ir na mesma hora, rs. Por um lado foi ótimo, pq a Madu foi acostumada no barulho, não acorda com qq coisa, não ficava enjoada qdo saía, enfim, tudo tem seu lado positivo...rs
Hj em dia eu vejo mães cheias de frescuras e me da até um certo "nojo", pq eu criei / crio a minha filha de uma maneira tão "aberta" - porém sem exageros, dentro de um limite - q ver certas coisas me faz pensar: " Ainda bem q eu não sou e nem fui assim". De certo alguém ia pensar a mesma coisa, rs.
Os dias foram passando, tudo foi virando rotina. Mas era/é uma rotina diferente, com descobertas, com aprendizados, com uma pessoa muito melhor em mim. Sim, eu mudei muito, mudei prá melhor, mudei muitos pensamentos, mudei a maneira de agir perante certas coisas, aprendi a ver o mundo com outros olhos. Mas tb, tem como ser diferente vendo essa coisinha linda, crescer falante e feliz?
Saber q ela veio de dentro de mim, que ela foi gerada de um amor verdadeiro, q ela nos faz crescer como pessoas e nos mostra q nada é impossível diante de um sorriso de criança, me faz cada dia ter certeza de q vale a pena toda e qualquer dor na hora do nascimento.
Beijos "nostalgia", rsrsrs
Ás 4:02 PM
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